quinta-feira, 2 de junho de 2011

CAPITULO I

                 Com o corpo arranhado e machucado, Moura leva sua nau até a ilha que se esconde no manto negro da noite...Seus passos não obedecem o corpo cansado e molhado, quase despido de suas vestes rasgadas. Deita-se na areia , ainda quente ...O rosto marcado descansa no travesseiro improvisado feito pela natureza generosa...Os finos grãos de areia anestesia as cicatrizes ainda abertas.Sem perceber dorme o sono
tão ansiado e perdido.
                 A manhã chega, trazendo com ela novas surpresas!
                 Ainda apagada, não percebe que pessoas estão lhe vigiando o sono. Todos estão assustados com a aparência tão caótica da guerreira, mas sem deixar de admirar a beleza do corpo maltratado.O líder do grupo adiantou-se e postou a frente da moça sonada. Ficou obstruindo os raios de sol que começavam a aparecer..Ela entreabiu os olhos doloridos com a claridade .
                Seus olhos se encontraram....e pela primeira vez , ela se perdeu....