Navegando por mar tempestuoso, encontrava-se uma nau.. Entre destroços, madeiras carcomidas, objetos destruídos, um corpo repousa inerte sob um pedaço de mesa ; madeira preta pelo tempo que nela passara.
A pele enrugada pela água que banhava por um bom tempo , estava começando a romper dos ossos e músculos que a cercavam.
A boca aberta, espumava saliva acumulada. Embora estivesse judiado
pela batalha que acabara de enfrentar, percibia-se que o mesmo corpo era ainda jovem, com pequenas cicatrizes arrumadas pelas guerras ..
Chamariz dos oponentes pela força e destreza ao manejar as pequenas armas.
Ao lado dele, encontrava-se um escudo e um punhal com o cabo de madrepérola quebrado.
Um lado do rosto enterrado no chão, e o outro, com um grande ferimento no canto superior da boca, esticando a boca num sorriso falso.
Suas vestes por baixo da armadura, transparecia marcada pelo sangue ressequido há algum tempo.
Após a eternidade concedida pelos anjos, um olho se entreabre
não conseguindo decodificar a destruição diante de sua morada.
A dor provocada pela claridade dos raios de sol que se despediam,
fez-lhe fechá-lo novamente...
O coração acelerou diante da batalha que se travava internamente.
A fúria , outra vez, cobriu-lhe todos os sentidos; fazendo-a levantar-se
num ímpeto. Cambaleou e vislumbrou seu punhal, descuidadamente jogado ao seu lado. Lágrimas rolaram pela face, diante a cena que via....Sozinha, à deriva, não sabia o que o destino agora lhe reservava....
Com passos embriagados, debruçou-se no convés para ver ao longe
uma ilha... Um pequeno sorriso em boca tão castigada por socos e tapas da luta enfrentada, aflorou em seu rosto!
Enfim, salva!!

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