Entre assuntos insolucionáveis e razões inquestionáveis, nosso barco navega...Ora vira para logo submergir, ora afunda na grudenta lama de rios e lagos.
Mas enfrenta tb calmarias..e nas tempestades ultrajantes, vigora a inocência dos navegantes. E , às vezes, esgotados de remar, deitamos na madeira nua, úmida, somente
para ouvir o barulho das águas. E quando acordados dormindo, ouvimos nossos corações, e queremos traduzi-lo.. Bem sei que estamos nesse momento; tentando traduzir
o que achamos que entendemos, e nesse instante , todos eles se somam em busca de uma trajetória...Fechamos os olhos para ouvir nossa história:
Querido Há tantas coisas que quero lhe dizer, mas não sei exatamente por onde começar. Geralmente começamos pelo começo, mas talvez o começo
é sempre complicado, pois não sabemos como se encontra nosso leitor.Bem, não vou começar por clichês , dai ficará desatento diante do
que tenho para dizer...Um "eu te amo" , por exemplo , .Então , começo pelo complicado que espero que um dia
descomplique...Não farei que confesse o inconfessável, nem brigarei por horas e tempos que acredito não me pertencerem.Estou na cozinha,
sentada , óculos enfiados no rosto e conversando no MSN com minha cunhada. Por isso , se tiver algum erro, ou não entender alguma coisa
me perdoe!Sei que ambos, estamos atravessando momentos dificeis,que nos fazem fragilizados e inseguros. Rezo todas as noites para que
você seja feliz naquilo que se propõe a ser e a fazer. Você é raro e lindo, diria, precioso num mundo tão cruel!
Durante os últimos quase (dois anos) me apaixonei perdidamente por você , mas esse fato não é tão grandioso quanto saber o que é um amor
e melhor ainda, saber amar.Acordar com a sensação que existe uma pessoa que te ama intensamente e que você o ama também , melhora
qualquer dia , por mais que ele seja nublado.Conhecemos , juntos, as melhores sensações...Tornamos milhares de momentos mágicos e se
fosse enumerá-los, inundariam milhares de folhas...Mas toda história de amor tem um "mas"...Ultimamente o nosso "mas" são nossas brigas
e conflitos oriundos não da falta de amor, mas da dificuldade que temos em executá-lo....
CApitulo 2
amanhã
fiquei com sono
e tenho que ser clara!
Com o corpo arranhado e machucado, Moura leva sua nau até a ilha que se esconde no manto negro da noite...Seus passos não obedecem o corpo cansado e molhado, quase despido de suas vestes rasgadas. Deita-se na areia , ainda quente ...O rosto marcado descansa no travesseiro improvisado feito pela natureza generosa...Os finos grãos de areia anestesia as cicatrizes ainda abertas.Sem perceber dorme o sono
tão ansiado e perdido.
A manhã chega, trazendo com ela novas surpresas!
Ainda apagada, não percebe que pessoas estão lhe vigiando o sono. Todos estão assustados com a aparência tão caótica da guerreira, mas sem deixar de admirar a beleza do corpo maltratado.O líder do grupo adiantou-se e postou a frente da moça sonada. Ficou obstruindo os raios de sol que começavam a aparecer..Ela entreabiu os olhos doloridos com a claridade .
Seus olhos se encontraram....e pela primeira vez , ela se perdeu....
As mouras encantadas ou moiras encantadas são imaginadas no folclore português como jovens enfeitiçadas para guardar os tesouros abandonados pelos mouros expulsos da Península Ibérica. Aparecem junto de nascentes, rios, grutas, ruínas de fortalezas pré-históricas conhecidas como "castros" ou "citânias". Túmulos pré-históricos como os dólmens (comuns em Portugal, onde são chamados antas, palas, orcas ou arcas) são muitas vezes chamados de "casa da moura" ou "toca da moura".
Vistas a cantar e se pentear com pentes de ouro, as mouras prometem seus tesouros a jovens dispostos a desencantá-las com certas oferendas (geralmente de pão ou leite), de preferência no dia de São João. Vale notar que, em tempos pagãos, pão era oferecido aos mortos e leite às fontes e às serpentes. Às vezes, as mouras tomam a forma de mulher-serpente (e nesse caso devem ser desencantadas com um beijo) ou têm asas e vivem em um lugar mítico conhecido como "mourama".
Segundo Leite de Vasconcelos, “são seres obrigados por oculta força sobrenatural a viverem em certo estado de sítio como que entorpecidos ou adormecidos, enquanto determinada circunstancia lhes não quebrar o encanto”
As lendas descrevem as mouras encantadas como jovens donzelas de grande beleza ou encantadoras princesas e, segundo Alexandre Parafita, “perigosamente sedutoras”. As mouras aparecem frequentemente cantando e penteando os seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, com um pente de ouro e prometem tesouros a quem as libertar do encanto.
Tudo isto parece ter muito pouco a ver com os mouros históricos - mesmo que se queira pensar nas djinns das Mil e Uma Noites. Parece possível que os portugueses, depois de expulsarem os mouros propriamente ditos, tenham confundido seu nome com o de entidades muito mais antigas.
No folclore basco, existe a deusa Mari e os Mairu, gigantes que teriam construído os dólmens e outros monumentos pré-históricos. Nas línguas celtas, mori pode ser lago, mar ou pântano, morwen ou mahra, espírito e mori-morwen, um espírito das águas análogo àsjanas. Nas ilhas Britânicas, nomes como Muir, Mor, Mhor, More e mesmo Moor (que pode também significar "mouro"), cognatos do celta mori, estão freqüentemente associados a monumentos megalíticos.
Outra possibilidade é que as "mouras encantadas" sejam, na verdade, descendentes das Moiras da mitologia grega - Cloto, Láquesis e Átropos, as deusas do destino, temidas pelos próprios olímpicos, que fiam com sua roca a vida dos mortais, medem-na com uma régua e decidem seu fim com a tesoura.
A Princesa Moura é uma muçulmana encantada que habita um castelo e apaixona-se por um cavaleiro cristão do tempo da Reconquista. Na lenda da Moura Salúquia (ver abaixo), em vez de um cristão, o amor da Princesa Moura é um mouro, um muçulmano. Muitas destas lendas querem explicar a origem de uma cidade e evocam personagens históricas, outras apresentam um carácter religioso como acontece na lenda de Oureana. Os lugares, as pessoas e acontecimentos situam-se num mundo real e existe uma localização temporal bem definida. É possível que fatos reais se tenham simplesmente fundido com antigas narrativas lendárias.
A Moura-fiandeira, segundo as lendas, transporta pedras sobre a cabeça e fia com uma roca à cintura. A tradição popular atribui a estas mouras a construção de castros, citânias, e outros monumentos megalíticos. As moedas antigas encontradas nas citânias e castros eram chamadas de "medalha das mouras". A Pedra Formosa encontrada na Citânia de Briteiros terá sido, segundo narrativas populares, levada à cabeça para este local por uma moura que fiava uma roca.
A Pedra-Moura é uma outra variante de moura encantada. Conta-se que quem se sentasse numa destas pedras ficaria encantado, ou se alguma pedra encantada fosse levada para casa os animais poderiam morrer. Acreditava-se, também, que as "Pedras moura" guardavam riquezas encantadas . Existem varias lendas em que a moura em vez de ser uma pedra vivem dentro de uma pedra. Na tradição popular diz-se que no penedo «entra-se para dentro» e «sai-se de dentro» dizer possivelmente relacionado com as lendas das mouras. A moura é, também, descrita a viajar para a mourama sentada numa pedra que pode flutoar no ar ou na água. Dentro de grutas e debaixo das pedras muitas lendas falam que existem palácios com tesouros.
A Moura-serpente é uma moura encantada que pode tomar a forma de uma serpente. Algumas destas mouras serpentes, ou mouras cobra como tambem são chamadas, podem ter asas e podem aparecer como meio mulher meio animal como na lenda da serpente de Noudar ou do Monte d'Assaia.
A Moura-Mãe toma a forma de uma jovem encantada que está grávida e a narrativa centra-se na busca de uma parteira que ajude no nascimento e na recompensa que lhe é dada.
A Moura-Velha é uma mulher idosa; as lendas em que aparecem mouras com figura de velha não são frequentes.
A Moura Salúquia
Torre de taipa do Castelo de Moura, remanescente da fortificação muçulmana original
Brasão da Cidade de Moura, Portugal
Segundo uma lenda da cidade de Moura, Portugal, a princesa e governadora da cidade (então chamada Al-Manijah), de nome Salúquia, filha de Abu-Hassan, se apaixonou pelo alcaide de Aroche, Bráfama. Na véspera do matrimónio, Bráfama dirigiu-se então com uma comitiva para Moura, a dez léguas de distância. Mas todo o território alentejano a norte e oeste tinha já sido conquistado pelos cristãos, e a jornada revelava-se perigosa. Entretanto, D. Afonso Henriques encarregara dois fidalgos, os irmãos Álvaro Rodrigues e Pedro Rodrigues, de conquistar Al-Manijah.
Estando ao corrente dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, emboscaram-se num olival perto dos limites da povoação. Surpreendidos pela acção dos cavaleiros cristãos, a comitiva de Aroche foi facilmente vencida, e Bráfama, morto. Então, disfarçando-se com as vestes dos muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade. Do alto da torre do castelo, onde aguardava a chegada do seu noivo, e vendo aproximar-se um grupo de cavaleiros aparentemente islâmicos, Salúquia julgou tratar-se da comitiva de Aroche, ao que ordenou que lhes franqueassem as portas da fortificação.
Mas mal transpuseram a muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade, tomados de surpresa, e conquistaram o castelo. Salúquia apercebeu-se então do erro que tinha cometido e, ferida pela certeza da morte de Bráfama, tomou as chaves da cidade e precipitou-se da torre onde se encontrava.
Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para Terra da Moura Salúquia. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para Terra da Moura, até que evoluíu para a actual forma de Moura.
A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a Torre de Salúquia, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama Bráfama de Aroche.
Nas armas da cidade figura, deitada no chão, uma moura morta, com uma torre em segundo plano, numa alusão à Lenda da Moura Salúquia.
Navegando por mar tempestuoso, encontrava-se uma nau.. Entre destroços, madeiras carcomidas, objetos destruídos, um corpo repousa inerte sob um pedaço de mesa ; madeira preta pelo tempo que nela passara.
A pele enrugada pela água que banhava por um bom tempo , estava começando a romper dos ossos e músculos que a cercavam.
A boca aberta, espumava saliva acumulada. Embora estivesse judiado
pela batalha que acabara de enfrentar, percibia-se que o mesmo corpo era ainda jovem, com pequenas cicatrizes arrumadas pelas guerras ..
Chamariz dos oponentes pela força e destreza ao manejar as pequenas armas.
Ao lado dele, encontrava-se um escudo e um punhal com o cabo de madrepérola quebrado.
Um lado do rosto enterrado no chão, e o outro, com um grande ferimento no canto superior da boca, esticando a boca num sorriso falso.
Suas vestes por baixo da armadura, transparecia marcada pelo sangue ressequido há algum tempo.
Após a eternidade concedida pelos anjos, um olho se entreabre
não conseguindo decodificar a destruição diante de sua morada.
A dor provocada pela claridade dos raios de sol que se despediam,
fez-lhe fechá-lo novamente...
O coração acelerou diante da batalha que se travava internamente.
A fúria , outra vez, cobriu-lhe todos os sentidos; fazendo-a levantar-se
num ímpeto. Cambaleou e vislumbrou seu punhal, descuidadamente jogado ao seu lado. Lágrimas rolaram pela face, diante a cena que via....Sozinha, à deriva, não sabia o que o destino agora lhe reservava....
Com passos embriagados, debruçou-se no convés para ver ao longe
uma ilha... Um pequeno sorriso em boca tão castigada por socos e tapas da luta enfrentada, aflorou em seu rosto!